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23-Fev-2011 00:00 - Atualizado em 15/02/2017 11:49

A batalha do mínimo fica para o Senado

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O movimento sindical decidiu continuar a luta por aumento real para o salário mínimo. Agora, a batalha será no Senado, onde os parlamentares vão apreciar a matéria já aprovada na Câmara dos Deputados, que fixa o piso em R$ 545, provavelmente dia 23, quarta-feira.
Estamos convencidos que o nosso pleito é justo e vem em boa hora. Justo porque a presidenta Dilma Rousseff havia prometido durante a campanha eleitoral que iria reajustar o piso nacional com base na variação da inflação mais aumento real.

A reivindicação dos trabalhadores é justa também por conta da experiência recente que mostrou que a elevação do poder aquisitivo do povo é capaz de dar condições aos países de enfrentar as crises econômicas.

Vide a mais recente que começou no final de 2008 e que o Brasil superou por causa do acordo de recuperação do salário mínimo firmado entre as centrais sindicais e o então presidente Lula, além de outras iniciativas como o aumento do crédito e a desoneração fiscal.

Estamos a esperar, no momento, que a presidenta explique porque recomendou à base aliada a aprovação de um pequeno reajuste para o salário mínimo, mas não deu sinais de que vai mexer nos juros pagos ao grande capital.

Os ganhos dos grandes bancos são imorais. Por exemplo, o lucro do Itaú Unibanco cresceu 32,3% em 2010, para R$ 13,3 bilhões, de acordo com informações da própria instituição. É o maior lucro da história do setor bancário no país.

As centrais sindicais terão ainda de enfrentar alguns partidos políticos que anunciaram a intenção de anular a política de valorização do salário mínimo na Justiça. Outra luta nossa será a correção da tabela do Imposto de Renda em 6,47%.

Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, presidente da Força Sindica