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19-Mai-2017 09:58 - Atualizado em 19/05/2017 10:24
Repúdio

Centrais Sindicais divulgam nota conjunta sobre denúncias contra Temer

Nesta quinta-feira, 18 de maio, as Centrais UGT (União Geral de Trabalhadores), CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros), CTB (Central dos Trabalhadores Brasileiros), Força Sindical e NCST (Nova Central Sindical dos Trabalhadores), divulgaram nota oficial conjunta sobre a crise institucional provocada pelas denúncias contra o presidente Michel Temer e outros políticos. A nota é assinada pelos presidentes das Centrais Sindicais. Confira o documento, na íntegra:

“São Paulo, 18 de maio de 2017

Por eleições democráticas e contra as propostas de reformas trabalhista e previdenciária.

Diante do aprofundamento da crise política após as graves revelações contidas nas delações envolvendo o presidente Temer e outros políticos de expressão nacional, as Centrais Sindicais alinham-se à cidadania democrática para exigir a apuração rigorosa de todas as denúncias de corrupção e desmandos que vêm paralisando o País, criando insegurança e impactando negativamente a economia nacional, que se manifesta na forma da recessão e no crescente e alarmante índice de desemprego que assola milhões de famílias de trabalhadores.

Os trabalhadores exigem o estrito cumprimento do rito constitucional e a revalorização do estado de direito como a via para a devida apuração destas e das demais denúncias e acusações que, cada dia mais, pesam sobre o mundo da política e da administração pública. Desta forma, recusamos e combateremos qualquer iniciativa de promover medidas que afrontem nossa Constituição democrática e cidadã como alternativa à grave crise política à qual o País vem sendo submetido.

O permanente esgarçamento das instituições republicanas, ocasionado pelas denúncias e acusações de corrupção, nos leva a considerar que falta legitimidade política e social ao governo para, num momento de grave crise institucional, política, econômica e social como a que estamos vivenciando, querer jogar sobre as costas dos trabalhadores e da parcela mais humilde da sociedade o custo do ajuste econômico representado pelas propostas de reformas trabalhista e previdenciária que tramitam no Congresso Nacional, às quais exigimos que sejam imediatamente retiradas da pauta da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. É importante que este debate sobre as propostas de reformas aconteça de forma ampla, envolvendo as representações dos trabalhadores e a sociedade civil.

Qualquer solução democrática para a crise política e econômica nesta conjuntura passa pela construção de um amplo e democrático acordo nacional visando à defesa de nossa democracia e à construção de um novo projeto de desenvolvimento nacional, tarefa que deve mobilizar a sociedade civil e suas mais importantes representações, os partidos políticos, as Centrais Sindicais e as demais organizações dos trabalhadores e representações patronais. Passa, ainda, pela reconstrução da legitimidade das instituições políticas da República, o que, no caso do Governo Federal e do Congresso Nacional, passa por realizar, no mais curto espaço de tempo exigido pela Constituição, eleições gerais e democráticas.

No dia 24 próximo as Centrais Sindicais estarão em Brasília, com a Marcha Nacional dos Trabalhadores, reafirmando todo o nosso repúdio às propostas de reformas trabalhista e previdenciária e, ao mesmo tempo, buscando soluções democráticas para o atual momento político pelo qual o País atravessa.

Antonio Neto: Presidente da CSB - Central dos Sindicatos Brasileiros

Adílson Araújo: Presidente da CTB - Central dos Trabalhadores Brasileiros

Paulo Pereira da Silva - Paulinho da Força: Presidente da Força Sindical

José Calixto: Presidente da NCST - Nova Central Sindical dos Trabalhadores

Ricardo Patah: Presidente da UGT - União Geral de Trabalhadores.”

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