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23-Fev-2011 00:00 - Atualizado em 15/02/2017 11:50

Centrais voltam a se mobilizar em Brasília

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As Centrais Sindicais voltam a se mobilizar no Congresso Nacional, pois nesta quarta-feira (23), o Senado irá apreciar e colocar em votação o projeto do governo que breca a recuperação do mínimo, com reajuste de R$ 545, que foi aprovado na última quarta-feira (16), na Câmara dos Deputados.

Unidas, as Centrais vão se reunir com lideranças do Senado para defender o acordo da política de recuperação do mínimo. Os sindicalistas vão dizer aos parlamentares que as explicações do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que o arrocho salarial impede a alta da inflação é conversa de neoliberal e de monetaristas que querem impor ao governo de Dilma Rousseff a política dos derrotados.

Até o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central foi obrigado a admitir, na sua última ata, que a pressão sobre o preço dos alimentos é fruto da especulação internacional com as commodities. A CGTB já refutou por diversas vezes - inclusive na presença do Mantega em reunião com as Centrais em São Paulo e em Comissão Geral da Câmara - essas afirmações da equipe econômica do governo.

Além do arrocho nos salários, Mantega defende o corte nos serviços públicos e aumento dos juros. Seu objetivo ao rasgar o acordo de recuperação do salário mínimo assinado entre as Centrais e o presidente Lula é derrubar o crescimento do PIB de 7,5% em 2010 para 5% este ano.

O pseudo argumento do ministro de que não há recursos para um salário mínimo maior do que R$ 545 este ano é falso. Tanto assim que em 2009, em plena crise - portanto, com diminuição da arrecadação -, o salário mínimo teve aumento real de 6,2%.

A falácia de que o aumento do salário mínimo vai prejudicar as contas públicas e a Previdência Social cai por terra com os dados de que em 2009, no ápice da crise, a Seguridade Social, da qual faz parte a Previdência, teve superávit de R$ 32,6 bilhões. Em 2008 o superávit foi de R$ 40 bilhões; em 2007, R$ 60,9 bilhões; em 2006, R$ 50,8 bilhões; em 2005, R$ 62 bilhões.

Portal Mundo Sindical