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22-Nov-2019 09:50
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Comércio e serviços puxam contratações em Sorocaba

Os setores do comércio, serviços e construção civil impulsionaram os novos empregos com carteira assinada em Sorocaba no mês passado, assim como no Brasil. Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia, foram divulgados ontem. No País, outubro é o sétimo mês seguido de crescimento, e na cidade o segundo.

Sorocaba fechou o mês com a criação de 749 vagas de trabalho. Quase todos os setores da economia contrataram. O comércio liderou, com 368, seguido por serviços (275), construção civil (119) e administração pública (38). A indústria demitiu — saldo negativo de 55. A proximidade com o Natal é o principal motivo para o aumento das contratações no comércio.

Com o resultado de outubro, o município acumula 2.119 novas vagas no ano. Nos últimos 12 meses, o saldo é menor, 1.840. Em agosto, último mês de resultado negativo em Sorocaba, foram 614 demissões. Nesse mês, comércio e serviços tiveram saldos positivos (110 e 121 respectivamente) enquanto a indústria foi o principal setor a demitir, com perda de 834 vagas.

No acumulado do ano, o setor industrial também tem o maior saldo negativo (-1.045), seguido pelo comércio (-126). Por outro lado, serviços (2.428), construção civil (474) e administração pública (353) impediram que o número geral ficasse no negativo.

Brasil
No Brasil, 70.852 postos formais de trabalho foram criados em outubro. Esse foi o melhor nível de abertura de postos de trabalho para o mês desde 2016, quando as admissões superaram as dispensas em 76.599. A criação de empregos totaliza 841.589 de janeiro a outubro, 6,45% a mais que no mesmo período do ano passado, conforme o Caged. A geração de empregos atingiu o maior nível para os dez primeiros meses do ano desde 2014, quando tinham sido abertas 912.287 vagas no acumulado de dez meses.


Cinco setores criaram empregos formais em outubro. O campeão foi o comércio, com a abertura de 43.972 postos, seguido por serviços, com 19.123. Em terceiro lugar vem a indústria, com 8.946.

O nível de emprego aumentou na construção civil com a abertura de 7.294 postos de trabalho. No entanto, três setores demitiram mais do que contrataram: agropecuária, com o fechamento de 7.819 postos; serviços industriais de utilidade pública, categoria que engloba energia e saneamento, 581, e administração pública, com 427.

Tradicionalmente, a geração de emprego é mais baixa em outubro. O mês costuma ser marcado pelo reforço no comércio para as contratações de fim de ano. No entanto, a indústria, que reforçou a produção em agosto e em setembro por causa do Natal, desacelera. A agropecuária também dispensa empregados por causa do fim da safra de diversos produtos, como a cana-de-açúcar e café.

Na indústria, a criação de empregos foi impulsionada pelos segmentos de produtos alimentícios e de bebidas, com 3.344 postos; calçados, 1.890 postos, e madeireira e de móveis, com 1.166. 

Agência Brasil