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01-Mar-2011 00:00 - Atualizado em 15/02/2017 11:49

Decepção com o início do governo

Os trabalhadores estão decepcionados com o valor do salário mínimo de R$ 545 aprovado pelo Parlamento. Assim como ocorreu na Câmara dos Deputados, no Senado a presidenta Dilma Rousseff também jogou duro para derrotar a proposta formulada pela maioria das centrais sindicais, que resolveram baixar o valor para R$ 560.

Esta postura do governo nos desagradou. Também nos deixou contrariados o fato de a presidenta não ter dado pelo menos um telefonema paras as centrais logo após a sua eleição. Os presidentes de todas as centrais foram em várias assembléias nas empresas e nas fábricas de São Paulo, mas a Dilma não nos fez nenhuma ligação telefônica.

Apesar disso, o movimento sindical não pretende romper com a presidenta por acreditar que ela tem compromissos com os trabalhadores, assumidos ainda quando o presidente Lula governava o Brasil.

Acreditamos que Dilma virá para o lado dos trabalhadores e vai investir no aumento da renda do trabalho porque sabe, por causa da experiência adquirida no governo passado, que o aumento da renda faz a economia crescer.

Com mais dinheiro, as pessoas compram mais, o comércio aumenta as vendas, a indústria tem que produzir e passa a contratar mais gente. Esta política deu certo no governo Lula. A política de contenção de despesas e de arrocho salarial não deu certo no governo Fernando Henrique Cardoso.

Agora a luta se volta para impedir a reforma na Previdência. Técnicos dos ministérios da Fazenda e da Previdência já iniciaram estudos para propor aumento do tempo de contribuição para a aposentadoria: 65 anos (homens) e 60 anos (mulheres). Somos contra esta proposta da mesma forma que defendemos extinção do fator previdenciário.

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