FECOMERCIÁRIOS CNTC União Geral dos Trabalhadores
Central de Atendimento: 15. 3212-7110
05-Out-2010 00:00 - Atualizado em 15/02/2017 11:50

Desemprego em declínio pelo quinto mês consecutivo

A taxa de desemprego, nas sete regiões que compõem o Sistema PED - Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), recuou, em agosto de 12,4%, apurados em julho, para 11,9%. As informações são regularmente levantadas pelo convênio mantido entre a Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) e o DIEESE, com apoio do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e parceria com instituições e governos locais nas regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo e no Distrito Federal. Em relação a agosto de 2009, a taxa de desemprego caiu 17,4%, uma vez que naquele mês correspondia a 14,4%.

O total de desempregados reduziu-se em 3,8% (ou 104 mil pessoas a menos), em agosto, correspondendo, assim, a 2.625 mil pessoas. Em relação a agosto de 2009, 509 mil pessoas a menos estavam desempregadas, o que representa uma queda de 16,2%.

A população economicamente ativa contou, no último mês, com 22.062 mil pessoas. Em julho, a PEA havia apresentado ligeiro recuo (-0,1%, ou 18 mil pessoas a menos), mas teve crescimento de 0,3% (ou 57 mil pessoas) em agosto. Em relação a igual período em 2009, a PEA registrou expansão de 1,2%, o que representa a incorporação de 259 mil pessoas ao mercado de trabalho.

A chegada de novos trabalhadores ao mercado, em agosto, não representou elevação do desemprego, uma vez que no mesmo período foram abertas 161 mil vagas e com isso aumentou o nível de ocupação em 0,8%, no mês. Assim, o total de ocupados somou 19.438 mil pessoas, o que representa uma evolução de 4,1% (ou 769 mil novos ocupados) em relação a agosto de 2009.

A expansão na ocupação, em agosto, só não se verificou na Indústria, que fechou 15 mil vagas. Em 12 meses, porém, houve um crescimento de 8,1%, que representou a criação de 222 mil postos no setor. Por outro lado, o maior crescimento relativo no mês (2,5%) ocorreu no Comércio, com a abertura de 77 mil vagas.

Em relação a agosto do ano passado, o incremento foi de 4,3% (131 mil ocupações). Em termos anuais, a mais expressiva expansão - de 10,0% - foi apurada na Construção Civil, setor em que foram criadas 116 mil vagas. No mês o comportamento foi mais modesto, com a geração de 11 mil postos (0,9%).

Dos 161 mil postos de trabalho criados em agosto, 67 mil foram de assalariados com carteira assinada no setor privado, um incremento de 0,7%. Em 12 meses, o trabalho formal no setor privado foi responsável pela contratação de 672 mil pessoas, o que representa um crescimento de 8,0%. No conjunto das regiões pesquisadas, o total de assalariados com carteira é estimado em 9.066 mil.

Em julho, o nível de rendimentos de ocupados e assalariados cresceu no conjunto de regiões pesquisadas. Para o rendimento médio dos ocupados, a elevação foi de 1,8%, e seu valor chegou a R$ 1.289, enquanto o salário médio subiu 1,5%, equivalendo a R$ 1.340. Entre julho de 2009 e de 2010, a elevação do rendimento médio real correspondeu a 4,1%, para os ocupados e a 0,9%, para os assalariados.

Dieese