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27-Mar-2020 08:50 - Atualizado em 30/03/2020 08:52
Indústria parada

Indústria automotiva para com pandemia do coronavírus

Todas as 65 fábricas de carros, caminhões, ônibus e máquinas agrícolas do Brasil estão ou ficarão paradas como reflexo do avanço do novo coronavírus, segundo a Anfavea, a associação das fabricantes.

O levantamento da Anfavea não inclui motos. No entanto, Honda e Yamaha, as duas maiores empresas do setor, que têm mais de 90% do mercado, já anunciaram paradas em suas fábricas, localizadas em Manaus (AM).

As medidas foram tomadas individualmente pelas empresas, e levam em consideração dois fatores importantes: a necessidade do isolamento e do distanciamento social e a queda na demanda por veículos.

Como muitas concessionárias estão fechadas, não há necessidade de continuar produzindo. Além disso, a própria Anfavea estimava, em fevereiro, que o estoque nas lojas e pátios de fábricas era suficiente para 37 dias.

Vale ressaltar, porém, que a paralisação das fábricas de veículos não é um fenômeno brasileiro. Várias fabricantes têm adotado medidas semelhantes para tentar conter o avanço do coronavírus em outros países.

Veja abaixo as fabricantes que anunciaram a interrupção na produção de veículos no Brasil.

Automóveis

Em janeiro e fevereiro, o segmento mais volumoso dessa indústria produziu quase 400 mil veículos. As 34 fábricas ficarão paradas até meados de abril.

Caminhões e ônibus

Até agora, Mercedes-Benz, Volvo, Volkswagen, Daf, Iveco e Agrale detalharam os planos de paralisação na produção de caminhões e ônibus no Brasil. A Scania, porém, não informou o período em que sua unidade de São Bernardo do Campo (SP) ficará sem operar.

Entre janeiro e fevereiro, foram produzidos mais de 16 mil caminhões e ônibus no Brasil.

Máquinas agrícolas e de construção

O setor de máquinas agrícolas e rodoviárias produziu, em janeiro e fevereiro, pouco mais de 6 mil unidades. Entre as fabricantes, a CNH Industrial, dona das marcas Case, New Holland e Iveco suspendeu os trabalhos de suas sete fábricas no Brasil, assim como a John Deere, que paralisou a produção desde o dia 25 de março e todas as atividades em seis fábricas no país.

G1