FECOMERCIÁRIOS CNTC União Geral dos Trabalhadores
Central de Atendimento: 15. 3212-7110
29-Jul-2019 07:01 - Atualizado em 29/07/2019 10:00
Black Friday 2019

Lojas e governo discutem nova Black Friday

sindicato, comerciários, Sorocaba, federação, são paulo, Divulgação
Lojas e governo discutem nova Black FridayDivulgação
Varejistas e governo estão em conversas para criar, entre os dias 6 e 15 setembro, uma nova data promocional para os setores de comércio e serviços, chamada "Semana do Brasil". O Valor apurou que, para dar fôlego à data, está em discussão a proposta para reduzir ou isentar eletrônicos e eletrodomésticos vendidos durante o período da cobrança do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

A ideia partiu do governo, dentro da estratégia de criar ações que gerem vendas e movimentem a economia, que ainda avança lentamente. Seria uma espécie de nova "Black Friday", mas numa menor proporção, considerando o período curto para planejamento. A atual "Black Friday", no fim de novembro, será mantida. 

A proposta ganhou força após o avanço do projeto de liberação parcial dos recursos do FGTS, que começa em setembro. O governo estima que devem ser liberados R$ 42 bilhões em recursos do fundo em dois anos. 

A princípio, o mote da iniciativa, que deve nortear as campanhas das empresas envolvidas, será "Brasil em Verde e Amarelo". Um vídeo, elaborado pelo governo, enviado à lideranças do varejo, diz que setembro é a "cara do Brasil" e que as empresas poderão criar "produtos temáticos" com intenção de "valorizar o que é nosso". 

Segundo fontes a par das conversas, a primeira reunião sobre o novo evento promocional ocorreu na quinta-feira passada, no IDV, o instituto do varejo, em São Paulo, com presença de Fábio Wajngarten, chefe da Secretaria de Comunicação Social (Secom), ligada à Presidência da República, e que tem liderado a discussão. Ali, a questão sobre mudanças na cobrança dos impostos foi mencionada pelas redes.

O governo se comprometeu a avaliar a viabilidade com a área econômica, sem maiores garantias, apurou o Valor. As redes repassariam a alteração aos preços. 

 

Valor Econômico