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18-Ago-2019 08:08 - Atualizado em 18/08/2019 21:46
Economia

PIB da região de Sorocaba cresce em média 3% ao ano

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PIB SorocabaDivulgação

A Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) divulgou levantamento que mostra o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da Região Administrativa (RA) de Sorocaba em uma média de 3,4% ao ano no período de 2002 a 2018. O patamar foi um pouco acima da Região Administrativa de Campinas, de 2,9%. O levantamento foi publicado pela Seade — órgão vinculado ao governo do Estado — na última terça-feira.

A Região Metropolitana de São Paulo, responsável por 54,3% do PIB paulista, registrou expansão de 1,8% ao ano no período de 2002 a 2018. O maior crescimento entre as regiões administrativas, no mesmo período, foi de Registro, com 10%.

As regiões de Sorocaba, Campinas e São Paulo têm como características o fato de serem industrializadas, conforme o estudo da Seade.

O crescimento do PIB da RA de Sorocaba — formada por 47 municípios — também é superior à média do crescimento do PIB paulista como um todo, calculado em 2,3% ao ano. A RA de Sorocaba contém municípios com perfil industrial e de serviços e também com o perfil do agronegócio, como Piedade e Capela do Alto.

Regiões em bloco
Em outro recorte de avaliação, a Seade engloba quatro regiões, de Campinas, São Paulo, Sorocaba e São José dos Campos em um único bloco. No conjunto, segundo a Seade, esse bloco apresentou PIB com crescimento acumulado de 42,3% e média anual de 2,2% no período de 2002 a 2018. O destaque desse bloco é que, isoladamente, a de São Paulo — responsável por 54,3% do PIB paulista — registrou expansão de 1,8% ao ano no período de 2002 a 2018.

De acordo com a Seade, o desempenho da RM de São Paulo, “bem inferior ao das demais regiões industrializadas, reflete a perda de dinamismo da sua economia, movimento que pode estar associado ao processo de desarticulação do parque industrial da capital e da região do ABC e às opções locacionais das empresas em novas áreas de seu entorno, principalmente Sorocaba e Campinas, que se beneficiaram do processo de expansão da atividade industrial e cresceram em ritmo mais acelerado, cerca de 3% ao ano.”

A industrialização contribui para a geração de renda. Crédito da foto: Aldo V. Silva / Arquivo JCS (26/2/2014)
O bloco formado pelas regiões de Registro e Santos, com crescimento acumulado no período de 52,2% e média anual de 2,7%, teve o melhor desempenho entre as grandes regiões. Este resultado foi fortemente influenciado pelas atividades de extração de petróleo e gás associadas ao pré-sal na região de Registro, que alcançou média de expansão de 10% ao ano, influenciada pelo incremento da indústria (17,7% ao ano). A região de Santos mostrou baixo desempenho no período (taxa média de 1,4% ao ano), mas permanece como a 5ª em participação na economia paulista.

O conjunto das regiões do agronegócio ou complexo sucroalcooleiro (São José do Rio Preto, Bauru, Araçatuba e outras), que representa 14,8% da economia do Estado, acumulou crescimento de 45,1% no período, com média anual de 2,4%. Essa evolução foi fortemente influenciada pelo avanço territorial da cana-de-açúcar e consolidação do complexo sucroalcooleiro como núcleo econômico regional. São José do Rio Preto e Bauru registraram taxas médias de crescimento (4,0% e 3,4% ao ano, respectivamente) bem mais elevadas do que as demais regiões do grupo, que cresceram a taxas de até 2,1% ao ano.

Economia de SP teve alta de 1,4% em 2018
A economia paulista, em 2018, aumentou 1,4% em termos reais na comparação com o ano anterior, segundo a Fundação Seade. Contribuiu para esse resultado a expansão da indústria e dos serviços, que cresceram 0,9% e 1,9%, respectivamente. A agropecuária retraiu-se em 2,6%.

A evolução trimestral do PIB indica mudanças importantes de tendência entre 2017 e 2018 para os principais setores econômicos.

Na atividades industriais e de serviços, houve desaceleração a partir do 2º semestre de 2018, embora suave, terminando o ano com a mesma taxa de crescimento do 4º trimestre de 2017.

Desempenho mais favorável em 2018, quando comparado a 2017, foi registrado nas áreas com forte participação da indústria de extração de petróleo e gás, que depois de dois trimestres seguidos de retração alcançaram taxas positivas no segundo semestre de 2018. (Carlos Araújo)

Jornal Cruzeiro do Sul