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16-Fev-2011 00:00 - Atualizado em 15/02/2017 11:50

Sindicalistas mantêm defesa de mínimo de R$ 560

Representantes de centrais sindicais falaram em sessão especial da Câmara

Representantes de seis centrais sindicais defenderam em sessão especial da Câmara nesta terça-feira (15) que o novo salário mínimo seja fixado em R$ 560. Antes dos representantes das centrais, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, defendeu a proposta do governo, de R$ 545.

O presidente da Força Sindical e líder do PDT na Câmara, Paulo Pereira da Silva (SP), lembrou em sua defesa que a reivindicação original das centrais sindicais era de um salário mínimo de R$ 580, mas que, para "fechar acordo", as centrais aceitaram reduzir o valor para R$ 560.

Segundo o deputado, a diferença entre o valor proposto pelo governo e o reivindicado pelas centrais - R$ 15 - representam R$ 0,50 por dia. "Nós falamos R$ 560, que são R$0,50 a mais por dia para o trabalhador do Brasil. R$ 0,50 não dá nem para comprar dois pães na padaria. Eu tenho até vergonha que estamos fazendo cavalo de batalha com o governo para pedir R$ 0,50 a mais por dia", disse.

O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique da Silva Santos, rebateu as alegações do governo de que um aumento maior provocaria inflação.

"O governo defende, por exemplo, que não pode nem dar o aumento real agora e nem antecipar alguma coisa do ano que vem para não causar inflação, para não piorar a situação da inflação e porque vai colocar dinheiro no mercado", disse. "Ora, não estamos vivendo inflação de demanda no Brasil. O que estamos vivendo é o que acontece no começo de todos os anos: aumento de mensalidade escolar, aumento de transporte público em várias capitais, especulação das commodities de alimento, principalmente em âmbito internacional, por conta da demanda da China e da Índia."

O secretário-geral da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Canindé Pegado, disse que era preciso ampliar o valor do mínimo para fazer justiça com os trabalhadores. "Enquanto o remédio subiu 40% e a cesta básica, 30%, nós estamos aqui pedindo, como já observamos, uma moeda de 50 centavos por dia de reajuste do salário mínimo."

O presidente da Nova Central Sindical dos Trabalhadores, José Calixto, afirmou que o que os trabalhadores pretendem é que o acordo feito entre os sindicatos e o governo seja revisto. "Esse é um embate democrático em defesa dos interesses maiores, não só dos que ganham apenas o salário mínimo, mas em defesa de todos os trabalhadores", disse.

O vice-presidente da Central dos Trabalhadores do Brasil, Wagner Gomes, disse que o reajuste defendido pelas centrais contribuirá para o desenvolvimento do país. "Estamos defendo que o país se desenvolva. Portanto, para esta Casa a responsabilidade é grande. O salário mínimo de R$ 560 é uma bandeira importante para quem vive deste dinheiro."

O presidente da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Antonio Neto, disse que o pedidode um reajuste maior não rompe o pacto entre centrais e o governo sobre o reajuste do mínimo. "Nós não estamos rasgando o acordo com o governo. Muito pelo contrário, as centrais defendem a manutenção do acordo de valorização do salário mínimo, acordado em 2006, que vale de janeiro de 2007 até 2023. O que nós queremos ver é como vamos valorar o salário mínimo de 2011, fruto do problema ocorrido com o PIB negativo de 2009."

O presidente do Sincomerciários Sorocaba, Ruy Queiroz de Amorim acompanhou o deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, até o plenário da Câmara dos Deputados, onde Paulinho defendeu o mínimo de R$ 560.

Amorim esteve em Brasília representando o presidente da Federação dos Empregados no Comércio do Estado de São Paulo - Fecomerciários, Luiz Carlos Motta, com o objetivo de reforçar a luta das centrais sindicais,

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G1