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01-Dez-2016 00:00 - Atualizado em 15/02/2017 11:59

Sindicato dos patrões tenta confundir os comerciários com declaração no jornal Cruzeiro do Sul

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O jornal Cruzeiro do Sul desta quinta-feira (01/12), na página B1, no caderno de Economia, traz na matéria de destaque o seguinte título: "Impasse impede acordo de horário estendido". O foco da matéria é a abertura do comércio no período natalino, a partir de hoje, das 8h às 22h, apesar da nova Convenção Coletiva dos Trabalhadores Comerciários, 2016/2017 não ter sido assinada entre o Sindicato dos Comerciários - (Sincomerciários Sorocaba) e o Sindicato Varejista (patronal).

Nos últimos meses divulgamos no site do sindicato, nas redes sociais, no programa da entidade, Perfil Comerciário e nas rádios, como estavam seguindo as negociações entre as entidades. Esclarecemos que a convenção ainda não tinha sido assinada devido à proposta patronal ser prejudicial aos trabalhadores. Infelizmente a intransigência patronal tem imperado, pois não abre mão de dividir o reajuste dos comerciários mais uma vez e sem a devida correção. Isso tem dificultado o entendimento entre as partes. Na visão da direção do Sindicato dos Empregados, a proposta implica em perdas irreparáveis no bolso dos trabalhadores.

A direção do sindicato e o jurídico da entidade estiveram em várias reuniões com os membros do patronal, tanto na sede do Sindicato Varejista, localizado na Rua Cesário Motta, como no Ministério do Trabalho e Emprego, Regional Sorocaba, nas Mesas Redondas. O Sindicato, inclusive, tem cópias das atas assinadas pelos participantes. Mas parece que o presidente que representa os patrões esqueceu disso ou está usando de má-fé para prejudicar o Sindicato dos Empregados. Tanto que, ao jornal Cruzeiro do Sul, na matéria citada acima, disse que o sindicato perdeu todos os prazos de negociação e se ausentou das Mesas Redondas. Isso é uma inverdade e uma clara tentativa de colocar os trabalhadores contra a representatividade do sindicato da categoria.

Impasse - O presidente do Sindicato Varejista (patrão) não quer conceder o reajuste dos comerciários, ignora cláusulas econômicas da convenção, mas considera as cláusulas favoráveis a eles (patrões), totalmente válidas, como no caso da abertura das lojas até mais tarde para faturar nesse período natalino. Na visão dele, representante Varejista, as lojas podem abrir, mas os funcionários comerciários terão que trabalhar no final do ano sem reajuste salarial. É muito fácil considerar apenas um lado da moeda. "Faltam sensatez e disposição para resolver esse impasse", diz o presidente do Sindicato dos Empregados, Ruy Queiroz Amorim.

Legalidade - A diretoria do nosso sindicato aproveita a oportunidade para esclarecer, que independente de qualquer novo acordo, os estabelecimentos que não cumprirem as determinações da entidade, estarão sujeitos ter problemas com os certificados do REPIS e Autorização para Abertura nos Feriados. Porém, o Sindicato dos Comerciários está de portas abertas para fechar acordos coletivos individuais com as empresas que tiverem a intenção de conceder o reajuste aos trabalhadores nesse período e regularizar a situação funcional. Até agora, mais de 100 estabelecimentos já tomaram essa atitude e regularizaram o salário dos comerciários. Todas discordam da posição tomada pelo Sindicato Varejista (patronal), que em tese, os representam.

O Sindicato dos Comerciários possui cópia das atas de negociações realizadas nos últimos meses. A direção da entidade declara que não tem nada a esconder, trabalha com transparência e tem como meta, a defesa dos direitos dos comerciários.

A diretoria.

Assessora de imprensa - Sincomerciários Sorocaba