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02-Dez-2010 00:00 - Atualizado em 15/02/2017 11:50

Temos que ir às ruas em sinal de protesto

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Paulinho da Força
Companheiras e companheiros, pelo andar da carruagem, vamos ter de sair às ruas para promover manifestações, atos públicos, passeatas e até paralisações nas empresas com a finalidade de pressionar o governo federal a fechar o acordo do salário mínimo para 2011, no valor de R$ 580,00, e o reajuste de 9,1% para quem recebe aposentadorias acima do piso.

Estas reivindicações, aliás, estão contidas em duas emendas de nossa autoria à proposta orçamentária 2011. Sabemos que o governo pode acatar nossos pleitos porque a economia deve crescer em torno de 7,5% este ano.

Mas, até o momento, integrantes do governo Lula e da presidente eleita Dilma Rousseff têm se mostrado reticentes em relação as nossas propostas, sob o argumento de que tais aumentos e mais a correção da tabela do Imposto de Renda vão pressionar a dívida pública.

Parece que está se retomando o estilo de chorar toda a vez que os trabalhadores apresentam propostas que incrementam seus rendimentos. Dilma foi eleita com a esperança popular de aprofundar as mudanças e não para ser igual ao atual governo ou a governos passados.

Ela se comprometeu a erradicar a miséria do país. Para isso, terá de ampliar os investimentos nas áreas sociais, nas políticas de transferência de renda e na valorização do trabalho, do salário mínimo e das aposentadorias.

A política de cortar gastos de custeio, como apregoam ministros da área econômica, é um retrocesso político que irá prejudicar a luta por melhores condições de vida da população e acabar com as conquistas sociais obtidas nos oito anos do governo Lula.

Paulo Pereira da Silva, presidente da Força Sindical

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