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01-Jun-2011 00:00 - Atualizado em 15/02/2017 11:51

Um Brasil forte pode gerar emprego de qualidade

Além de provocar a queda da produção industrial no Brasil, o crescimento desenfreado das importações vai causar sérios problemas para a vida do trabalhador, especialmente o desemprego e o achatamento salarial.

Por isso, não podemos ficar de braços cruzados. Temos que formular propostas para construir um Brasil forte e industrializado capaz de gerar empregos de qualidade. A indústria tem de ser sólida, com adensamento de suas cadeias produtivas.

Caso pretenda assumir um papel de liderança global e se tornar a quarta economia do mundo nos próximos 30 ou 40 anos, o país não pode abrir mão de uma indústria forte. Aliás, a história mostra que o desenvolvimento industrial foi responsável pela urbanização, pela integração da população ao consumo e pelo crescimento dos demais setores da economia.

Defendemos que trabalhadores, empresários e governos formem um grande consenso sobre as linhas de uma política industrial para o Brasil. Porém, a situação é tão grave que o país precisa de medidas urgentes para serem aplicadas imediatamente.

No seminário "Brasil do diálogo, da produção e do emprego", promovido pela Força, Metalúrgicos de São Paulo, Fiesp, CUT e Metalúrgicos de São Bernardo, propusemos a redução dos juros e desonerações tributárias.

De imediato, o governo poderia reduzir juros e desonerar completamente a folha de pagamento, zerando a alíquota da contribuição previdenciária patronal, que hoje é de 20%. A desoneração seria gradual, em três anos, quando a contribuição patronal acabaria

Paulo Pereira da Silva, presidente da Força Sindical