FECOMERCIÁRIOS CNTC União Geral dos Trabalhadores
Central de Atendimento: 15. 2102-7900
10-Abr-2019 09:19
Saúde auditiva

Vergonha de usar aparelho auditivo e medo de sofrer preconceito são mitos que impedem tratamento

Realidade, já constatada em estudos, foi confirmada por participantes de um encontro sobre perda auditiva, realizado como parte das atividades do mês da audição no Clube de Campo de Sorocaba, em parceria com a Pró-Ouvir Aparelhos Auditivos.

A perda auditiva é um problema de saúde pública que ainda gera muitas dúvidas, vergonha e apreensão nas pessoas. Essa constatação, evidenciada em diversos estudos de renomadas universidades no mundo todo, também foi confirmada durante palestra realizada na última semana, como parte das atividades do mês da audição, no Clube de Campo de Sorocaba, em parceria com a Pró-Ouvir Aparelhos Auditivos, clínica especializada em reabilitação auditiva.

O encontro, conduzido pelas fonoaudiólogas Dra. Vanessa Gardini e Dra. Letícia Ypólito, da Pró-Ouvir, de Sorocaba (SP), serviu para desmistificar os “fantasmas” que ainda pairam no pensamento daqueles que precisam de algum tratamento auditivo, mas que, por desconhecimento ou resistência, hesitam em procurar ajuda.

Dra. Vanessa abriu o encontro, falando sobre os sintomas e as principais causas da perda auditiva. “Exposição constante a ruídos elevados, envelhecimento natural, traumas acústicos, uso de medicamentos ototóxicos, hipertensão, diabetes e doenças infecciosas são os principais desencadeadores do problema”, comentou.

Após, Dra. Letícia detalhou as formas atuais de tratar o problema, destacando as novas tecnologias que permitiram o surgimento de aparelhos auditivos muito potentes e em tamanho miniatura, praticamente invisíveis. “Esse é um dos pontos que despertou mais interesse nos participantes. Muitas pessoas já sabem que possuem redução da capacidade auditiva, mas, ainda assim, se recusam a procurar tratamento especializado por receio de precisar usar aparelho auditivo”, disse.

Dra. Vanessa explicou que o preconceito é sem fundamento, pois os aparelhos atuais são muito avançados e discretos. “As pessoas acham que os aparelhos ainda são como os de antigamente, que eram grandes, desconfortáveis, emitiam sons e todo mundo percebia o uso. Isso faz com que as pessoas posterguem o tratamento e somente vão em busca do aparelho auditivo quando o problema já está grave”, lamentou.

Demorar para corrigir a perda de audição é a pior atitude que pode ser tomada. “As perdas auditivas, mesmo leves, têm potencial para causar outras complicações, como: Mal de Alzheimer, demências, zumbido, tonturas e risco de quedas, por exemplo. As pessoas costumam ter o pensamento de que ‘se o problema piorar, procuro ajuda’, sendo que a própria negligência é uma maneira de agravar o quadro”, pontuou a fonoaudióloga da Pró-Ouvir.

O principal relato dos participantes do encontro é que eles tinham conhecimento do problema, mas evitavam procurar ajuda ou só buscavam quando o zumbido e a perda auditiva estavam insuportáveis. “A razão mais frequente para esta atitude é a vergonha de colocar o aparelho, por acreditar que outras pessoas irão reparar. No entanto, com os aparelhos cada vez menores, praticamente ninguém percebe a presença do dispositivo”, pontuam as fonoaudiólogas.

“Costumo dizer que ninguém percebe o aparelho auditivo, mas todos percebem a perda auditiva, pois a pessoa fala mais alto, pede para repetir o que foi dito o tempo todo, não compreende e chama a atenção dos outros ao redor com esses comportamentos. Precisamos conscientizar as pessoas de que o preconceito é um inimigo da qualidade de vida. Tratar um problema de saúde, como a perda auditiva, é sempre a melhor atitude a ser tomada”, concluiu Dra. Vanessa.

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone: (15) 3231-6776, pelo site:proouvir.com.br ou pelo Facebook: facebook.com/ proouviraparelhosauditivos. A Pró-Ouvir Aparelhos Auditivos está localizada na Rua Dr. Arthur Gomes, 552, Centro, em Sorocaba (SP).

QNotícia